domingo, 26 de junho de 2011

O lenço de Gilwell



  O lenço de Gilwell
 O Lenço de Gilwell foi criado por B-P, a pedido dos seus primeiros alunos. Primeiramente confeccionado no tecido tartan do clã familiar dos MacLaren, mas que mostrou muito oneroso e difícil aquisição. Alterou-se para o tecido do uniforme do Exercito Colonial Inglês.
O lenço de Gilwell tem varias características, em seu lado exterior tem a cor rosada grisáceo, segundo o nosso fundador representa a humildade de quem usa este lenço; na parte interior é de cor rosada intensa, que representa o calor e dedicação de todo o membro do grupo de Gilwell, deve oferecer ao ato de adestrar a outros dirigentes, o tecido a ser confeccionado, e qualidade do material como na combinação de cores é material são patenteado e só pode ser fabricado para o lenço de Gilwell. Na ponta do lenço, tem um pedaço retangular de tela trama escocesa  de desenho e cores muito particulares, chamados “Tartán do clã Mclaren”, colocado em honra ao senhor Debois Mclare, por sua generosidade ao doar uma grande parte do bosque que hoje é Gilwell park; as cores e o desenho deste tatram representam a heráldica da família do Sr Mclaren, de origem escocesa que seus descendentes usam em seus brasões usam em seus escudos e saiotes escocês, chamados “KILTS

Gilwell









 O tronco As contasGilwell ParkO arganelO código A MusicaO lenço
HISTÓRIA E SIMBOLISMO
 Em qualquer pais onde haja Escoteiros, você encontrara, cedo ou tarde, Escotista  usando um lenço escoteiro de cor rosada grisáceo com um retângulo de tecido escocês a ele aplicado. Sobre o lenço e ao redor do pescoço pende uma correia de couro com contas de madeira de forma singular.
 Qual o significado? Como estes Escotistas conseguem permissão para uso ?
 Este conjunto de peças do traje ou uniforme escoteiro nada mais significa  de que seu portador ter concluído sua formação como  Escotista, cursando todas as etapas do Esquema à formação da Insígnia da Madeira.
O primeiro curso para formação de chefes escoteiros teve  lugar em Londres em 1910. Outros foram realizados durante os quatro anos anteriores à I Guerra Mundial. Todos foram considerados experimentais dados em forma de conferências e de pouca demonstração.
Não satisfeito, B-P chegou a conclusão, para que esses cursos fossem mais eficientes, deveriam ser trazidos para o campo e faze-los funcionar como se fosse uma tropa no Sistema de Patrulhas. A guerra de 1914-18 retardou as novas experiências mas não impediu que, em fins do ano de 1918, o amigo de B-P , senhor W. Bois Mac Laren , então Comissionado de Distrito de Rosenneath, em Dunbaitonshire - Escócia, se oferecei para comprar um terreno como B-P almejava, na parte leste de Londres. Formou-se um pequeno Comitê para localizar algo que servisse ao Movimento. No inicio de 1919, os membros deste comitê  foram informados da existência de uma fazenda abandonada a vinte anos e que se encontrava a venda nos bosques de Epping o Hainault.
O descobridor de Gilwell foi P.B Nevill recomendando por um sub-chefe de tropa de Bethnal Green, chamado Gayfer. Em 8 de marco foi feita a primeira visita de inspeção. Os primeiros a acampar ali, conforme os arquivos oficiais da associação inglesa, foi o clã de pioneiros do Sr. Nevil desta data até sua inauguração, escoteiros e pioneiros realizaram acampamentos de limpeza, abertura de caminhos e vias de circulação e plantio de árvores.
Gilwell Park foi inaugurado em 25/07/1919  sendo que BP receberam os convidados com o tradicional chá Inglês, a esposa de Maclaren, cortou as fitas com cores escoteiros na porta principal.
Nesta ocasião BP agradeceu a W. Bois Maclarem  por generosidade de desprendimento a causa escoteira, condecorando-o com o “LOBO DE PRATA”.
A insígnia da madeira, surge no movimento escoteira pelas mãos do próprio BP associada ao primeiro curso para formação de escotista, realizada em Gilwell Park, como centro de treinamento de chefes escoteiros, de 08 a 19 de setembro de 1919, de acordo com o sistema concebido pelo fundador.
O esquema da insígnia da madeira é composto de três parte a saber: a primeira consiste de uma estudo sobre os fundamentos e o programa escoteiro a seguir vem a prática em campo, concluindo-se com a terceira e última parte do acompanhamento do candidato verificando se está ciente e aplicando o método escoteiro
O PRIMEIRO GRUPO DE GILWELL
 Todos os escotistas que conquistaram a Insígnia da Madeira ( IM ), em qualquer pais reconhecido pela Organização Mundial Escoteira ( WOSM ), passam a ser membros do 1º Grupo de Gilwell, do qual B-P é reconhecido como Chefe de Grupo Perpétuo. É um grupo único, bastante original, que rompe todas as regras dos P.O.R,s do mundo, não possuindo Assembléia, Diretoria, Conselheiros e Programa. Reúne-se  uma vez ao ano em Gilwell no primeiro ou segundo fim de semana de setembro fim de setembro. Muito de seus membros nunca participaram ou visitaram e talvez nunca o façam, porem se sentem orgulhosos em integrar este grupo.
 Não são seres superiores e nem devem se sentir como tais, mas sim por terem despendidos esforços significativos na participação de um esquema de capacitação e experimentando uma forma impar de vida no campo.
A Insígnia da madeira, em si, não tem nenhum valor, são duas contas de madeira, pendentes em um cordão, porem, para todos que a conquistaram, é um sinal de orgulho pois representa a universalidade de Gilwell e de seu treinamento, que embora tenha sofrido atualizações ao longo dos anos e adaptações à realidade de cada pais, se mantém impregnado pelo espírito de fraternidade e eficiência como idealizou B-P.
SIGNIFICADO E VALORES ASSOCIADOS
A partir do significado simbólico que lhe é atribuída, é possível anunciar um conjunto de valores associados a Insígnia que devem estar sempre presente ao Escotista, seu portador.
Um primeiro grupo de valores é a da idoneidade: seu portador deve ser um Escotista formado e qualificado para exercer a missão de educador, com uma competência reconhecida através da pratica de um escotismo de alta qualidade.
Um segundo grupo de valores tem a ver com a idoneidade moral: sendo o Escotismo um método de educação baseados na pratica de princípios morais expressos na Lei e na Promessa Escoteira, o educador que é chamado a aplicar tal método não pode, ele mesmo, deixar de ser um exemplo de vivencia desses princípios essa é por conseguinte, uma condição a exigir aos portadores da Insígnia da Madeira.
Um terceiro grupo, decorrente do anterior, tem a ver com a firmeza do compromisso assumido, como segue *uma responsabilidade de aplicação das suas competências aos serviço dos jovens.
* uma responsabilidade de auto-avaliação continua e permanente, no sentido desenvolver cada vez mais aquelas competências e de dar cada vez mais testemunho daqueles valores;
*uma responsabilidade de disponibilidade pessoal e de abertura, sem a qual os anteriores não são possíveis.
Por tudo isto, finalmente, a Insígnia da Madeira deve ser vista como um desafio e nunca como uma distinção ou  premio.
 O USO COMO PEÇA DO TRAJE E/OU UNIFORME ESCOTEIRO

O uso do colar e do arganel são apropriados em todas as circunstancias em que seu portador se apresente em traje e/ou uniforme regulamentar.
Em atividades dirigidas, primeiramente, aos jovens, os portadores da IM NÃO DEVEM USAR O LENÇO DE GILWELL, devendo limitar-se a usar o colar e o arganel com o lenço regulamentar do órgão (grupo, distrito, região e/ou nacional) que representa em reuniões, atividades ou eventos em vez do Lenço de Gilwell.
O uso do lenço de Gilwell é exclusivamente em atividades de formação no sentido amplo, isto é, nas ações para formação propriamente ditas e ainda nas reuniões, cursos e atividades que de alguma forma tenha ligação com a formação de Escotistas, restrito ou não a portadores da IM.
Da IM, que compreende as terceiras e quartas contas, permanecem  de propriedade da Associação Nacional, a quem seu portador deve devolver quando solicitado por quem o nomeou.

COMPILAÇÃO, PESQUISA E ATUALIZAÇÃO POR
DCIM  VERNER BLACK - UEB/DN
SETEMBRO 1994.

ESCOTISTA EDUCADOR:

            ESCOTISTA EDUCADOR:


                                    
Auto - Desenvolvimento é a sua meta
Um bom Escotista deve ter uma série de atitudes básicas, que deve procurar desenvolver, aproveitando ao máximo todas as oportunidades que lhe sejam oferecidas e buscando sempre novas ocasiões de melhorar, num esforço constante de aperfeiçoamento pessoal.
O Escotista deve estar atento aos aspectos que são apresentados a seguir, analisando, de quando em quando, os progressos que venha obtendo e as dificuldades encontradas, certo de que os membros juvenis de uma seção só crescem à medida de que seus Escotistas também crescem.
1 - Responsabilidade Voluntária
Essa atitude depende da compreensão dos amplos objetivos da Educação e da importância da obra educativa para o desenvolvimento individual, o progresso da comunidade local e do próprio país e a compreensão da fraternidade escoteira mundial.
O Escotista sabe que, mesmo sendo voluntário, tem sérias responsabilidades perante a sociedade, os pais ou responsáveis das crianças e jovens do Movimento e a cada escoteiro. Tem consciência de que a educação, embora o Escotismo não tenha subsídios governamentais, é um investimento de recursos das famílias, de espaço da entidade patrocinadora e de tempo de todos os membros e será instrumento de progresso ou fonte de de desajustes e revoltas, conforme a compreensão que os Escotistas tiverem do que lhes cabe realizar e a capacidade que tenham de fazê-lo com eficiência e harmonia.
O Escotista responsável planeja o trabalho para aproveitar ao máximo o tempo disponível com os jovens, estudando os objetivos que tem em vista e a melhor maneira de atingi-los, de acordo com o Propósito do Escotismo. Toma decisões esclarecidas em cada fase do trabalho, de preferência em equipe e representa para o Escotismo um exemplo vivo de hábitos e atitudes que pretende desenvolver, pois sabe que mesmo que não o queira, sua postura influenciará seus Escotistas.
2 - Observação e Reflexão constante
A postura de ser sempre um bom observador e investigar as causas dos fatos (desinteresse, evasão, a dinâmica interna das equipes, a liderança real...), de procurar descobrir se os resultados obtidos deixam a desejar e por que isso ocorre; o hábito de planejar, organizar adequadamente, executar o plano e analisar constantemente os resultados obtidos, buscando lições para o futuro, é essencial para qualquer trabalho bem orientado. Vale a pena, também, analisar como suas perguntas devem ser feitas, para serem claras e possibilitar aos jovens uma reflexão lúcida.
3 - Busca do aperfeiçoamento
O Escotista precisa ter presente que as deficências de seus escoteiros, na sua maioria, podem ser superadas com o trabalho do próprio Escotista e, por isso, será preciso que realize uma constante auto - análise e um esforço planejado para melhorar. Nesse planejamento, as leitura representam papel importante e será útil desenvolver o hábito de destinar um horário para ler, para refletir sobre o próprio trabalho e planejar maneiras de melhorá-lo. Bons filmes, os debates com pessoas esclarecidas favorecem o senso crítico e contribuem para o crescimento e a sensibilidade.
Buscará para si e também para os jovens o desenvolvimento da compreensão pessoal, grupal e social, bem como de suas mudanças, por meio de uma análise crítica, considerando os valores escoteiros adotados.
4 - Objetividade e Empatia
Esta postura exige preocupação constante com a causa dos fatos e a compreensão de que a atuação eficaz precisa atingir essas causas. Inclui, também, a análise dos acontecimentos sob o ponto de vista das pessoas nele envolvidas - num Grupo Escoteiro, geralmente o(a) Chefe e seu(s) Assistente(s), os Escoteiros, os pais - como base para qualquer decisão.
Tal atitude é indispensável no planejamento, execução e apreciação do trabalho do Escotista, o qual deve considerar as condições existentes, as limitações de tempo disponível, os interesses e necessidades dos jovens e os meios mais adequados para que o Propósito do Escotismo seja alcançado.
5 - Otimismo, Atitude Construtiva
O Escotista - Educador acredita que sempre há a possibilidade de melhorar o Escoteiro - Educando e que um esforço bem conduzido nunca se perde. Enfatiza os aspectos positivos de cada jovem, fortalecendo a auto-imagem, mas não deixa de conversar de forma particular, quando identifica eventuais erros.
O otimismo concorre para o bom humor, leva a olhar o lado positivo dos acontecimentos, a procurar ver, em cada situação, a maneira de resolvê-la e melhorá-la, a não deixar se vencer pelo desânimo, a não se limitar a crítica estéril.
6 - Atitude Adequada com cada Escoteiro - Educando/ Confiança
Essa postura do Escotista envolve: interesse esclarecido pelas crianças, pré-adolescentes e adolescentes a seus cuidados, compreensão de que eles não devem ser considerados apenas como "alunos" para serem instruídos, mas, de maneira mais ampla e profunda, como seres globais, que tem toda a vida fora da seção, tem capacidades que devem ser consideradas, problemas que devem ser levados em conta e que precisam ser estimulados.
Terá e demonstrará confiança em dar a cada criança ou jovem tarefas de responsabilidades crescentes que exigirão iniciativa e criatividade.
A atitude será, pois, de supervisão esclarecida, evitando sempre o interesse puramente sentimental pela criança ou jovem e impedindo a manipulação de poder para prestígio do Escotista.
O Escotista deverá observar a situação de cada Escoteiro, uma vez que a obra de educação se dá no educando, partindo do que ele é e do que ele pode realizar em cada momento.
Se Você desenvolver essas atitudes e tiver , realmente, interesse por educar, capacidade de estabelecer boas relações, esforço por uma clara comunicação, criatividade e bom senso nas decisões e busca de seu próprio equilíbrio, terá as condições básicas para ser um bom Escotista.
Mas, ressaltamos, que o pré-requisito é a disposição para o auto - aperfeiçoamento, pois com a prática supervisionada na seção, as demais atitudes serão progressivamente trabalhadas e incorporadas ao dia-a-dia de nosso trabalho.

Escoteiros Famosos

         

Escoteiros Famosos
Muitas pessoas ilustres foram ou são integrantes do Movimento Escoteiro. São atores consagrados como Harrison Ford, líderes de estado como a Rainha Elisabeth, profissionais de destaque como Neil Armstrong(dos 214 ex-astronautas e ativos, 142 tiveram participação no movimento) e muitos outros.
Abaixo segue a listagem de alguns deles. Se você souber de mais alguém, escreva-nos.

BRASIL

Affonso Penna Júnior – Ex-Ministro da Justiça

Agnaldo Timoteo - Cantor

Álvaro Dias – Ex-Governador do Paraná

Benjamim Sodre (Mimi Sodré) – Ex-jogador do Botafogo e da Seleção brasileira

Bel – Vocalista do chiclete com banana

Dalton Trevisan - Escritor 

Getúlio Hanashiro - Deputado e Secretario Municipal de São Paulo

Gilberto Dimenstein - Jornalista

Gilson Cantarino – Secretario da Saúde do Rio de Janeiro (Lobinho - Cruzeiro do Sul)

Guido Mondin – Ex- ministro e Senador 

Heiji Denda Presidente da SEASUL

Itamar Franco – Ex-presidente e governador de Minas Gerais

Jacques Marcovitch – Reitor da USP

João Batista de Oliveira Figueiredo – Ex-presidente

Juca Chaves - Humorista

Juscelino Kubitchek – Presidente

Kleiton e Kledir – Cantores Gaúchos

Leda Nagle – comentarisa de TV (guia)

Luciane Dambacher – Medalista em Panamericano em salto em altura

Maria Bethania - Cantora

Maria Clara Machado – Escritora (guia)

Marieta Severo - Atriz

Mário Covas – Governador de São Paulo

Peninha – Cantor e Campositor

Rafael Greca de Macedo – Ministro dos Esportes

Roberto Requiao – Senador, Ex-Governador do Paraná

Roberto Marinho – Empresário e Dono da TV Globo

Rogéio ? - Presidente da "Contém 1 g"

Waldenir Braganca – Ex-prefeito de Niterói

Washington Luiz Pereira de Souza – Ex-presidente e ex-governador de São Paulo

Zacarias – Humorista de "Os Trapalhões"

CANADÁ

Rich Little – Ator e impressionista. Escoteiro da Rainha (grau máximo) 

EL SALVADOR 

Jose Napoleon Duarte – Presidente de El Salvador

PARAGUAI 

Alfredo Stroessner – Ex-presidente

SINGAPURA 

Dr Tay Eng Soon - Ministro
Goh Chok Tong - Primeiro Ministro 
Moses Lim - Celebridade da TV 
Peter Chen - Ministro

SUÉCIA

Carl XVI Gustav - Rei da Suécia
Ingvar Carlsson - Primeiro Ministro


REINO UNIDO (GRÃ BRETANHA) 

George Michael – Cantor e Compositor
John Major – Primeiro Ministro 
Paul McCartney - Beatle, Compositor e Cantor
Sir David Attenborough – Naturalista e Celebridade da TV 
Sterling Moss - Campeão de Formula-1

Estados Unidos 

Alberto Salazar - Tri campeão da maratona de Nova Iorque 
Bill Alexander - Deputado Americano 
Bill Bradley - Senador e ex-astro da NBA 
Bill Gates - Fundador da Microsoft
Branford Marsalis - Músico de Jazz 
Bruce Jenner – Medalha de ouro em Decatlom 
Charles Bennett - Deputado 
Daniel J. Evans - Senador e governador de Washington 
David Hartman - Ator 
Eddie Rabbitt – Cantor Country 
Ellison Onizuka - Astronauta
Gary Anderson, Deputado
George Strait – Cantor Country 
Gerald Ford - Presidente Americano 
H. Ross Perot - Bilionário e Candidato a presidência 
Harrison Ford - Ator 
Harrison Salisbury - Escritor
Henry "Hank" Aaron - Astro da NBA 
Howard K. Smith - Comentarista da ABC TV 
J. Willard Marriott, Jr. - Presidente da Marriott Corporation
J.J. Pickle - Deputado 
James Brady -Secretário de Imprensa do Presidente Ronald Reagan 
James Lovell - Astronauta 
James Stewart - Ator
Jim Morrison – Lenda do Rock (THE DOORS)
Joe Theisman - Comentarista, ex-jogador da NFL 
John F. Kennedy - Presidente americano
John Ritter - Ator
John Schneider - Ator/Cantor
John Tesh - Celebridade da TV
Mark Spitz – Nadador medalha de ouro
Merlin Olsen - Ator, ex-jogador de futebol americano e comentarista
Milton Caniff - Desenhista de Quadrinhos
Murphy J. "Mike" Foster - Governador da Louisiana 
Neil Armstrong - Astronauta e primeiro homem na lua
Nolan Ryan - Jogador de beisebol
Paul Winfield - Ator
Percy Sutton - Dono da CBS 
Peter Ueberroth - Jogador de Beisebol
Richard Gere - Ator 
Richard Lugar - Senador 
Richard Roundtree - Ator 
Sam Nunn - Senador 
Samuel Pierce - Ministro Americano
Steven Spielberg - Diretor e Produtor de filmes 
Wallace Stegner - Pulitzer Prize winning Author 
Walter Cronkite - Jornalista, T.V. comentarista 
Willaim Dannemeyer - Deputado 
Willaim Sessions - Diretor do FBI 
William Bennett - Secretario da educação 
William C. DeVries, Dr. - Primeiro transplante de coração

Almirante Benjamim Sodré

    Almirante Benjamim Sodré

Em 10 de Abril de 1892 nasceu em Mecejana, no Ceará, o menino Benjamim de Almeida Sodré, filho de Lauro Sodré e que mais tarde se tornaria um personagem muito importante na História do Escotismo brasileiro. Curiosamente, Benjamim Sodré, que mais tarde seria conhecido pelos Escoteiros como O Velho Lobo, teve em sua vida muitas passagens e características semelhantes a B-P.

Ainda criança mudou-se para o Rio de Janeiro e depois de terminar seus estudos secundários prestou concurso para admissão na Escola Naval sendo aprovado em primeiro lugar. Fez brilhante carreira na Marinha Brasileira, sobrevivendo ao naufrágio do rebocador Guarani, em 1913 e chefiando a Comissão Naval Brasileira durante a II Guerra Mundial. Tornou-se Almirante em 1954.

O Velho Lobo, assim como o fundador Baden Powell tinha uma série de Talentos e Interesses diferentes. Foi professor de Astronomia, Navegação e História da Escola Naval, publicou diversos trabalhos, foi Maçom e sobretudo um excelente jogador de futebol, ponta esquerda do Time do América, do Botafogo e da Seleção Brasileira entre 1910 e 1916, conhecido como Mimi Sodré.

Desde que entrou em contato com o Movimento Escoteiro tornou-se um grande seguidor dos ideais de B-P, participando da fundação e organização dos Escoteiros do Mar, o primeiro Grupo Escoteiro de Belém, a Federação de Escoteiros paranaenses, entre outros. Escreveu o Guia do Escoteiro de 1925, uma das mais importantes obras do Escotismo Brasileiro.

Os Escoteiros do Brasil nesse período eram divididos em diversas Federações e não constituíam uma unidade central, desta forma, O Velho Lobo teve papel fundamental na idealização e criação da União dos Escoteiros do Brasil, a UEB, reunindo as quatro primeiras federações (a Federação de Escoteiros Católicos do Brasil, Federação Brasileira de Escoteiros do Mar, Federação dos Escoteiros do Brasil e Federação Fluminense de Escoteiros).

Foi honrado com uma série de títulos, entre eles o de Cidadão Honorário do Rio de Janeiro e outros Estados e medalhas de mérito, presidindo a ordem do tapir de Prata, a mais alta condecoração do Escotismo Brasileiro.

Faleceu em 1o de fevereiro de 1982, pouco mais de dois meses antes de completar 90 anos. Atualmente vários Grupos Escoteiros, ruas e espaços municipais levam o nome de Almirante Benjamim Sodré, em sua homenagem.

Informações

Texto de autoria da Página Escotismo Brasil
Fontes de Pesquisa:
· Páginas Associadas Grande Lobo (Histórias do Escotismo)
· O Azimute
· Folha de Niterói Online

A História do Kim

              A História do Kim


A História do KimExtraito do livro "Escotismo para Rapazes", de Lord Baden-Powell
Palestra de Bivaque Nº1 - "As aventuras de Kim"

"Um bom exemplo daquilo que um Escoteiro pode fazer encontra-se na história do Kim, da autoria de Rudyard Kipling.
Kim, ou, para lhe darmos o nome completo, Kimball O’Hara, era filho de um sargento de um regimento irlandês da Índia. O pai e a mãe morreram-lhe quando era criança e ele ficou entregue aos cuidados de uma tia.
Por companheiros tinha só rapazes indígenas e pôde, assim, aprender a falar a língua deles e a conhecer todos os seus costumes. Ele e um velho sacerdote ambulante tornaram-se grandes amigos e juntos percorreram todo o norte da Índia. Um dia, Kim encontrou por acaso o antigo regimento do pai, em marcha, e quando fazia uma visita ao acampamento foi preso por suspeita de furto. Encontraram-lhe a certidão de nascimento e outros documentos e o pessoal do regimento, vendo que ele lhe pertencia, tomou conta dele e mandou-o educar. Mas, todas as vezes que conseguia ir passar férias fora, Kim vestia-se à moda indiana e andava entre os indígenas como se fosse um deles.
Passado tempo conheceu um certo Lurgan, negociante de jóias antigas e de curiosidades, o qual, devido ao conhecimento que tinha dos indígenas, pertencia aos serviços de informação governamentais.
Este homem, descobrindo que Kim conhecia tão bem os hábitos e costumes indígenas, viu que ele poderia vir a ser um elemento valioso dos serviços de informação. Deu-lhe por isso lições sobre a maneira de observar e fixar pequenos pormenores, coisa muito importante na preparação de um explorador.
Preparação de Kim
Lurgan começa por mostrar a Kim uma salva cheia de pedras preciosas de variedades diferentes. Deixou ver durante um minuto, depois cobriu-as com um pano e perguntou-lhe quantas e que qualidade de pedras vira. A princípio Kim não conseguia lembrar-se senão de algumas, e não sabia descrevê-las com exatidão, mas com alguns ensaios não tardou a fixar tudo muito bem. E o mesmo se fez com muitas espécies de objetos.
Por fim, depois de ter aprendido muitas outras coisas, Kim foi nomeado agente do serviço secreto, e recebeu uma senha secreta – a saber, um medalhão ou distintivo para trazer ao pescoço e uma curta frase que, dita de certo modo, indicava que ele pertencia ao serviço.
Kim nos Serviços Secretos
Uma vez que Kim viajava de comboio encontrou um indígena que estava muito ferido na cabeça e nos braços. Explicou ele aos outros passageiros que tinha caído de uma carroça quando se dirigia para a estação. Mas Kim, como bom escuta, notou que os ferimentos eram fundos e não apenas esfoladelas, como seriam se tivesse caído do carro, e não o acreditou.
Enquanto o homem apertava a cabeça com uma faixa, Kim reparou em que ele trazia um medalhão como o seu, que por isso lhe mostrou. O homem introduziu logo na conversa algumas palavras secretas e Kim respondeu com os devidos termos. O desconhecido retirou-se depois com Kim para um canto e explicou-lhe que estava a desempenhar uma missão secreta, e fora descoberto e perseguido por inimigos que quase o mataram. Provavelmente sabiam que ele ia no comboio e, portanto, haviam de telegrafar aos amigos ao longo da via férrea a preveni-los da sua ida. Precisava de comunicar certa informação a um oficial da polícia e evitar que os inimigos o apanhassem, mas não sabia como havia de consegui-lo, se estes estivessem já prevenidos da sua vinda. Kim resolveu-lhe o problema.
Há na Índia muitos mendigos sagrados que vagueiam pelo país. São tidos por muito santos e toda a gente os ajuda e lhes dá esmolas e de comer.
Andam quase nus, cobrem-se de cinza e pintam na cara certos sinais. Kim lembrou-se, por isso, de disfarçar o homem de mendigo. Para isso, misturou farinha e cinza que tirou de um cachimbo, despiu o amigo e esfregou-o todo com a mistura. Também lha aplicou nas feridas, de modo que estas não se notavam. Finalmente, com o auxílio de uma pequena caixa de tintas que trazia consigo, traçou-lhe na testa os sinais apropriados, e puxou-lhe o cabelo para baixo, para lhe dar o aspecto desgrenhado e hirsuto do de um mendigo e cobriu-lho de pó, de modo a que a própria mãe não seria capaz de reconhecer o disfarçado.
Daí a pouco chegaram a uma grande estação. No cais descobriram o oficial da polícia a quem se devia fazer a comunicação. O mendigo disfarçado foi de encontro ao oficial, que o descompôs em inglês. O mendigo respondeu-lhe com um rosário de insultos na língua indígena, no meio dos quais introduziu as palavras secretas. O oficial logo percebeu por elas que o mendigo era um agente. Fingiu que o prendia e levou-o para a esquadra policial, onde lhe pôde falar à vontade e ouvir o que ele tinha a dizer-lhe.
Mais tarde Kim conheceu outro agente dos serviços – indígena educado – e pôde prestar-lhe valioso auxílio na captura de dois oficiais que faziam espionagem.
Estas e outras aventuras de Kim merecem bem ser lidas, porque mostram quais os valiosos serviços que um jovem explorador pode prestar ao seu país em ocasiões de emergência, se estiver devidamente preparado e for suficientemente inteligente."

O Jogo do KimExtraido do livro "Escotismo para Rapazes", de Lord Baden-Powell
Palestra de Bivaque Nº11

Colocam-se vinte ou trinta objectos pequenos numa salva, mesa ou até no chão, tais como dois ou três tipos de botões diferentes, lápis, rolhas, farrapos, nozes, pedras, facas, cordel, fotografias – o que se puder encontrar – e cobrem-se com um pano ou casaco. Faça-se um lista destas coisas e uma coluna em frente desta lista para as respostas de cada rapaz.
Depois descobrem-se os objetos durante um minuto marcado pelo relógio, ou enquanto se conta lentamente até sessenta. A seguir cobrem-se outra vez.
O árbitro retira-se depois com um rapaz de cada vez, que lhe enumera em voz baixa os objetos de que se lembra – ou manda-o escrever os nomes – que se apontam na folha do registro.
O rapaz que se lembrar de mais sai vencedor.

Nota: no livro "Jogos para Exploradores", à venda no teu DMF, no capítulo XI – Desenvolvimento dos Sentidos, podes encontrar uma série de jogos variantes do original jogo do Kim, como por exemplo, "Kim artista", "Kim mímico", "Kim em voo", etc. Existem dezenas destas variantes, e até tu próprio podes inventar uma. São todos jogos de memória e observação.

Cinto Escoteiro na Lua

Cinto Escoteiro na Lua





A PRIMEIRA EXCURSÃO ESCOTEIRA À LUA
O momento é decisivo também para nós do Movimento Escoteiro Internacional. O encontro com o futuro se realiza a cada minuto da nossa existência. Orgulhamo-nos, pois, estamos dando também o nosso quinhão para a construção de um mundo melhor. Três astronautas, três escoteiros, realizaram a primeira Excursao Escoteira à Lua no histórico vôo da "APOLO 8". FRANK BORMAN foi escoteiro no Arizona, WILLIAM ANDRES foi escoteiro na California e JAMES LOWELL chegou a ser Escoteiro da Pátria, maior classe que um escoteiro pode galgar, e atualmente atua como Escotista de uma Alcatéia de Lobinhos no Texas. Agora vem nos uma noticia em primeira mão que nos enche de orgulho e alegria. NEIL ARMSTRONG, o ESCOTEIRO ASTRONAUTA DA APOLO 11, será o 1.° homem a pisar no satélite natural. Este fato tem para nós paulista um significado todo especial. Pois, Neil Armstrong usará neste seu espetacular vôo à Lua o cinto escoteiro do Brasil que recebeu de presente do escoteiro Carlos Laucevícius, por ocasião de sua visita em nosso pais. Os astronautas estão cumprindo uma tarefa como escoteiros para "construir um mundo melhor". Embora o Escotismo seja um jogo, no entanto é um jogo sério. Desde o momento que o jovem faz a sua Promessa, tem uma tarefa a cumprir - competir consigo mesmo, para ser melhor cada dia, com um propósito definido: SERVIR à DEUS, à PATRIA e ao PRÓXIMO.
Aos astronautas escoteiros, os nossos melhores votos para um fiél cumprimento de suas tarefas e um feliz regresso à terra!
SAIBA MAIS SOBRE OS ASTRONAUTAS
SÓ TREZE DELES NÃO FORAM ESCOTEIROS.
Quando Armstrong desceu na Lua milhares de escoteiros de todo o mundo tiveram um motivo especial para acompanhar o desenvolvimento de seu êxito, afirmou hoje o Departamento Mundial de Escotismo. É que Armstrong foi "Águia", o grau mais elevado dos escoteiros nos Estados Unidos. Por outro lado o Escritório Mundial do Escotismo acentuou que entre os 57 astronautas que fazem parte do programa espacial dos USA, 44 foram escoteiros.

Texto publicado no Diário de Mogi em 13 de Julho de 1969 por Rodolpho P. J. Mehlmann, Chefe do Grupo Ubirajara

A história da canção "Ging Gang Goolie"

 "Ging Gang Goolie"


Ging Gang Goolie é uma canção conhecida e cantada em todo o mundo, que foi inventada por B.P. por ocasião do primeiro Jamboree Mundial. Esta, foi inventada para que todos pudessem cantá-la, daí não ser escrita em nenhuma língua, o que a torna bastante divertida.
A história por trás desta canção foi criada mais tarde...
Numa escura e longínqua selva Africana existe uma lenda que conta a história do "Fantasma do Grande Elefante Cinzento". Todos os anos após a época das grandes chuvas, o fantasma do elefante surgia da bruma pela madrugada e vagueava pela selva. Quando chegava a uma aldeia parava, levantava a tromba e cheirava... "func"! Depois decidia se atravessava a aldeia ou se a contornava. E, se ele atravessasse a aldeia, significava que o ano ia ser mau, haveria fome, doenças e as colheitas seriam péssimas devido à seca, pestes ou quaisquer outras desgraças; mas se pelo contrário ele contorna-se a aldeia, significava que o ano seria próspero.
A aldeia de Wat-Cha tinha sido atravessada pelo fantasma durante três anos consecutivos e as coisas começavam a ficar realmente más para os habitantes. O chefe da aldeia, Ging-Gang, e o feiticeiro, Sheyla, estavam bastante preocupados, uma vez que o dia do elefante estava de novo a aproximar-se. Juntos decidiram que era preciso fazer alguma coisa para que o fantasma não voltasse a atravessar a aldeia.
Os guerreiros da aldeia, que eram homens grandes como hipopótamos rechonchudos, usavam um escudo e uma lança e decidiram que se iriam colocar no caminho do elefante para o assustarem, fazendo barulho com as suas lanças e escudos. Por sua vez, os discípulos de Sheyla iriam fazer magia para afastar o elefante agitando os seus bastões mágicos. Estes bastões tinham pendurados diversos enfeites e ao abaná-los faziam barulho... shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli!

Finalmente o dia da visita do elefante cinzento chegou! Muito cedo, os habitantes levantaram-se e reuniram-se à porta da aldeia. De um lado estava Ging-Gang e os seus guerreiros, do outro estava Sheyla e os seus discípulos. Enquanto esperavam a chegada do fantasma, os guerreiros começaram a cantar baixinho os feitos heróicos do seu chefe... Ging gang goolie, goolie, goolie, goolie, watcha, Ging gang, goo, Ging Gang goo... Os discípulos de Sheyla não quiseram ficar para trás e começaram também a cantar... Heyla, Heyla Sheyla, Heyla sheyla Heyla ho, Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho... e ao mesmo tempo abanavam os seus bastões... shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli.

De repente surgiu da névoa o fantasma do grande elefante cinzento que ouvindo os cantos levantou a tromba e respondeu oompa, oompa, oompa... À medida que o elefante se aproximava, os guerreiros começaram a cantar mais alto e a fazer barulho com as suas lanças a bater nos escudos... Ging gang goolie, goolie, goolie, goolie, watcha, Ging gang, goo, Ging Gang goo... Os discípulos de Sheyla levantaram-se e começaram a sua magia... Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho, Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho... e ao mesmo tempo abanavam os seus bastões... shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli.
Impressionado com tanto barulho o elefante começou a dar a volta a aldeia continuando a berrar... oompa, oompa, oompa...
Houve grande alegria entre os habitantes e todos juntos começaram a cantar... Ging gang, goolie...

Autoria do texto: Dorothy Untershutz, dirigente na cidade de Edmonton, Alberta, no Canadá. Publicado na revista "Leader" com o título "The Great Grey Ghost Elephant", edição de Junho/Julho 1991, página 7.
Ilustrações retiradas da edição de Janeiro 2000 da revista inglesa "Scouting Magazine", num artigo sobre esta mesma história.


Para cantares esta música no teu grupo, secção, agrupamento basta que o dividas em dois grupos: um deles corresponde aos guerreiros de Ging Gang e o outro aos discípulos de Sheyla. Estes devem cantar a sua parte, respectivamente, de forma alternada quando surgir o elefante; o qual é interpretado pelos chefes, que cantam continuamente oompa, oompa, oompa... enquanto se dirigem aos guerreiros e aos discípulos. Posteriormente, o elefante deve desafiar os grupos cantando mais alto, os quais não se devem deixar vencer, começando, também, a cantar cada vez mais alto!

Chapelão Escoteiro

         Chapelão Escoteiro


“Chapéu Scout” – Aliás "Chapéu de Baden-Powell" – ou ainda em linguagem mais corrente "Chapéu de Quatro Saliências" ou ainda... "quatro dobras". Tem como origem e confecção bem conhecida dos ex-Cow-boys, hoje os “cattlemen” (homens do gado), sobre o nome de “Moutain Peak” pela sua semelhança com as montanhas daquele estado americano...
Foi escolhido pelo General R. S. S. Baden Powell para cobrir as cabeças dos garotos reunidos no “Mafeking Cadete Corps” e depois atribuídos aos “South African Constabulary”, ciado igualmente por Baden-Powell e escolhidos por “Southern District Scouts” em 1907.
Contra a vontade das declarações do General Baden-Powell tornado “Chefe Scout”, a forma deste chapéu assemelha-se ao do contingente da New Zelândia, os futuros kiwis da Grande Guerra e do contingente canadense de muito célebre “North-West Mounted Police” (Policia Montada do Canadá) futura R.C.M:P ou Polícia Montada Real do Canadá.
Estas três sábias considerações não impedirão ninguém a reconhecer este elegante CHAPÉU como: O Chapéu Scout.
Para todo o sempre ligado a um MOVIMENTO DE JUVENTUDE MUNDIAL nascido da imaginação de um general um pouco que seja observador e malicioso.



Chapéu chamado de "Lemonsqueezer" (espremedor de limões), adotado em 1911 pelo Batalhão de Infantaria de Wellington. Em 1916 foi adotado pela Força Expedicionária da Nova Zelândia (com uma espécie de turbante em redor da base da copa.

Chapéu característico dos voluntários da Polícia Montada do Canadá

Chapéu usado pelas unidades britânicas durante a Guerra dos Boeres, na África do Sul
(Nota : Este artigo foi redigido em parte por Claude Morin, especialista em uniformes e equipamentos militares, membro da “Sabretache” e antigo Scout.)
TRADUÇÃO de Sousa Costa (Março 2002) – Instrutor-Chefe Grupo 93- S. Jorge Agrupamento 902 – Moreira da Maia. Livro LA MÊMOIRE DU SCOUTISME, dictionnaire des hommes et des idées du Louis V. M. Fontaine – Publications L.F. – June 1995.

A Canhota

                  A Canhota



Durante o Verão de 1946, um jovem da África Ocidental (actual Namíbia) chamado Djabonar veio a Gilwell-Park, ao Campo Escola Internacional.
Esperava ele vir a ser, mais tarde, Comissário Adjunto da Costa do Ouro.
Quando o Chefe do Campo falava acerca da maneira de se cumprimentar com a mão esquerda, Djabonar contou-lhe como, quando da queda de Kumassi, capital de Prempeh, rei do povo Ashanti e seu avô, um dos chefes veio ao encontro de Baden-Powell e estendeu-lhe a mão esquerda. B.P. apresentou-lhe a mão direita, mas o chefe disse:
-"Não! No meu país, ao mais bravo entre os bravos, cumprimenta-se com a mão esquerda".
Entre as numerosas explicações do aperto da mão esquerda dos Escoteiros, não há dúvida de que esta narração seja a da sua origem.
Quando da minha estadia em África, em Fevereiro/Março de 1947, encontrei-me com Prempeh II, que havia sucedido a seu tio na qualidade de rei dos Ashantis. Ele próprio havia sido Escoteiro e é atualmente Comissário Honorário.
Perguntei-lhe a origem deste cumprimento que os seus compatriotas trocavam com a mão esquerda e relatei-lhe a história que conhecia.
Ele surpreendeu-se que um Europeu a conhecesse e explicou-me que isso era um sinal secreto duma Ordem de Nobreza de raça entre os Ashantis, sendo os seus superiores os mais corajosos e os mais dignos.
Mas este sinal não é limitado aos indígenas Ashantis, porque eu observei este costume, denominado «Owor Ogum». «Owor Ogun» é o deus dos guerreiros e dos caçadores, e, não há muito tempo, quando o Sr. Blair, Administrador Territorial em Ibadam, regressava duma caçada ao leopardo, encontrou um velho caçador que o saudou dizendo «Owor Ogun» e apresentando-lhe a mão esquerda, querendo significar, desse modo, que o Sr. Blair era um caçador de valor e digno de tomar lugar entre os grandes caçadores.
Em Ife, também o cumprimento com a mão esquerda é dado pelo «Oni» - Chefe Supremo - aos seus sub-Chefes.
Há provavelmente muitos outros exemplos deste costume entre os nativos da África Ocidental, mas é curioso que, se para os maometanos a mão esquerda é impura, ela é, em todas as tribos da África Ocidental, um sinal de honra entre os homens de honra, fato que não foi conhecido senão muitos anos mais tarde e depois duma guerra em que, por toda a parte, os Escoteiros se revelaram «os mais bravos entre os bravos» e dignos de figurar entre os homens de honra de todos os países.