quarta-feira, 8 de junho de 2011

5 - COMO FAZER UM PLANEJAMENTO ANUAL (INDABA DE GRUPO)


Em primeiro lugar vamos conceituar o termo Planejamento, diferenciando-o de Programa:
Planejamento – Atividades que o Grupo Escoteiro deverá realizar ou participar durante o ano escoteiro.
Programa – Composição das atividades (reuniões, adestramentos, jogos, acampamentos, reuniões especiais etc. etc.)  detalhadas, determinando conteúdo, local, horário, responsável etc. que levarão os jovens a cumprir suas metas, progredindo tecnicamente e espiritualmente dentro do Programa de Jovens, no seu ramo.
Visto isto,  apresentamos uma forma de elaborarmos o Planejamento Anual de um Grupo Escoteiro sem despendermos muito tempo de uma só vez, adotando o seguinte roteiro:
O Diretor Presidente, de posse do Planejamento Nacional, Regional e do Distrito Escoteiro, datas Cívicas e Festejos do Grupo, monta um “esqueleto” do Planejamento Anual, colocando as datas que o Grupo irá participar, como pôr exemplo,  a Semana Mundial do Escoteiro,  Acampamento Geral, Semana da Pátria, aniversário do Grupo, Dia da Bandeira,  Dia do Município e outros eventos tradicionais do Grupo. Em seguida, tiram-se cópias deste “esqueleto” e entrega-se à Chefia de todas as seções.
Com este Planejamento simplificado, os Escotistas das seções  se reúnem  com seus Monitores/Primos em dia, local e hora que mais lhes convierem e elaboram o Planejamento de sua seção,  inclusive sem a necessidade de determinar locais (se ainda não os tiverem) dos eventos maiores, acampamentos/acantonamentos, ficando este detalhe para a ação que deverá ser desenvolvida três meses antes de um evento, baseando-se no ADD (antes, durante e depois) de cada atividade.
Feito este trabalho inicial,  promove-se uma reunião conjunta  (Indaba de Grupo) no qual todas as seções montam o Planejamento Anual do Grupo, acertando datas comuns, como  pôr exemplo, as passagens de Ramo, Boas Ações coletivas,  e outras atividades que serão realizadas em conjunto por algumas seções ou por todo o Grupo .
Estará feito o Planejamento Anual do Grupo Escoteiro, respeitando-se as modificações que certamente ocorrerão na implementação do Programa de Jovens, levando-se em conta o desenvolvimento pessoal de cada membro, suas propostas, e os Ciclos de Programa.
A seguir, reúnem-se novamente pôr seção, podendo ser em outro dia,  e cada uma, baseados em suas necessidades dos Ciclos,  montam os Programas de Reuniões,  de Acampamentos/Acantonamentos,  de Excursões, visitas etc. não devendo ultrapassar o período dos Ciclos de Programa, pois neste período de tempo devem ser feitas avaliações do progresso dos jovens da seção,  sendo então,  proposto o Programa do próximo Ciclo,  sempre orientado pela consulta aos jovens daquela seção.
Os ingredientes destes Programas devem ser progressivos, atraentes e variados, motivando-os a prosseguirem no Escotismo, e com isso, vivenciando a Promessa e a Lei Escoteira através das atividades realizadas.
Qualquer Planejamento deve ser avaliado periodicamente, levando-se em conta o grau de interesse dos jovens e adultos e o aproveitamento obtido frente aos objetivos propostos para o Ciclo em andamento.
Naturalmente, não é imperativo terminar o Ciclo para a avaliação, pois se for detectado alguma distorção,  esta deve ser corrigida no meio do período.  O Planejamento Anual (geral) deve ser seguido o mais exato possível, alterando-se somente em casos  de  chuvas inesperadas, cancelamento de eventos de terceiros  e outros casos de força maior.
Alguns recomendam que a data da montagem do Planejamento Anual deva ser logo no final do ano, mais a prática tem mostrado que é mais fácil  no início do ano, quando o Grupo ainda está em férias,  e os Ciclos de  Programa,  logo no início das atividades escoteiras,  já com os novos membros que entraram no Grupo.
Gostaria de sugerir  um procedimento que pode ser feito, tornando o Indaba de Grupo, um acontecimento familiar, de grande repercussão.
Propomos fazer o evento fora da cidade, não muito perto (para não vir dormir em casa) e não muito longe (para não encarecer e perder muito tempo com a viagem) reunindo Escotistas,  Dirigentes e seus parentes próximos,  em alguma fazenda, clube de férias ou casa de campo ou praia.
Normalmente, viaja-se na sexta feira à noite, chegando ao local de madrugada, indo para o alojamento dormir.  No sábado,  enquanto as famílias se confraternizam em divertimentos comuns (piscina, campo de futebol, passeios pelos arredores etc.) os Escotistas trabalham montando o Planejamento,  avaliando o ano anterior, determinando coordenadores para cada evento geral,  escolhendo locais e atividades sociais, financeiras e filantrópicas.
À noite,  brinda-se a todos com um evento à fantasia  em um jantar festivo,  não tendo hora para terminar.  Domingo, já com a missão cumprida, todos se confraternizam em jogos, brincadeiras, passeios e um grande churrasco.  Viaja-se de volta no período da tarde.
Desta forma, homenageamos e agradecemos aos familiares que não estão envolvidos diretamente com o Escotismo, mas que, com suas anuências,  colaboram de forma marcante,  propiciando que seus maridos e esposas participem desta grande família que é o Escotismo!

Elmer S. Pessoa – DCIM  -  janeiro 1980
55º MORVAN – Santos/SP

EXPOSIÇÃO ESCOTEIRA AO PÚBLICO

EXPOSIÇÃO ESCOTEIRA AO PÚBLICO

Encerrando às atividades de abril e por ser o mês que contem o “Dia Mundial do Escoteiro”, realizamos no dia 30 uma exposição escoteira em uma praça na orla da praia, onde pudemos mostrar para santistas e turistas, um pouco do que somos e o que fazemos. A visitação aos stands foi numerosa, com muitas pessoas elogiando o Movimento Escoteiro. Algumas, que já fizeram parte, lembraram o tema, senhoras que foram Bandeirante também puderam recordar suas atividades e até pessoas que conheceram nosso saudoso Chefe Mario Brazil (pai), lembraram o quanto o mesmo adorava o Movimento Escoteiro. Foi uma boa atividade que nos rendeu vários frutos entre futuros lobinhos e escoteiros. As tropas de escoteiros e seniores montaram algumas pioneirias e a alcatéia montou o stand com fotos, livros, troféus e quadros, juntamente com algumas antigas bandeirolas e bastões. Foi uma atividade muito proveitosa. A todos que participaram o nosso Grato, Grato, Gratíssimo!

Texto e fotos da “Exposição na Vitrine 2011” no site:  http://www.geat.com.br/    

O ESCOTISMO É APENAS UM PASSA-TEMPO ?

Reflexões de um Velho Lobo
 O  ESCOTISMO  É  APENAS  UM  PASSA-TEMPO
Já faz algum tempo, estamos atuando na função de recepcionar os novos pais que vem ao Grupo Escoteiro solicitar informações sobre o Escotismo, para colocarem seus filhos.
Determinamos que eles devessem passar por uma Palestra Informativa antes de efetuarem a matrícula, e chegamos à conclusão que 90 minutos seriam suficientes.
E assim temos feito todos os sábados, para uma média de seis pessoas.
Iniciamos com a “pergunta chave” de todo o processo informativo:  “Os Srs. sabem o que é o Escotismo”?  E a seguir: “E o que ele tem para oferecer aos seus filhos”?
As respostas são as mais variadas e algumas bem interessantes, culminando com a que mais nos chamou a atenção: “Não faço a menor idéia, mas sei que é bom”!
Graças a Deus e a muitos Escotistas que nos precederam desde 1907, nossa imagem é limpa, positiva, com um perfil adequado a postura que um pai deseja para seu  filho.
Mas, a grande maioria das respostas gira em torno da idéia que o Escotismo “é um passa-tempo útil” demonstrando um desconhecimento quase que total do que pretendem oferecer aos seus filhos. Raríssimos são os pais que ligam o Escotismo a educação não formal e ou a formação do caráter. Nem mesmo os educadores formais conhecem o método escoteiro... Professores, pedagogos e psicólogos poucos sabem.
Como seria bom se fosse verdade que o Escotismo é apenas um passa-tempo útil! Quanto conteúdo estaria contido nesta simples afirmação...
Se assim fosse, nossos jovens já poderiam ser considerados preparados para assumirem sua futura missão de cidadão responsável, consciente de seus direitos, deveres e obrigações!
Pais, familiares, tutores, mestres, professores, religiosos, autoridades e todos os indivíduos e entidades que respondem pela educação e formação do nosso futuro cidadão, teriam cumprido integralmente a nobre missão de educá-los.
Ao Escotismo então, caberia apenas a função de ocupar o tempo livre dessas crianças e destes jovens, produzindo “cunhas” que descompromissadas, preencheriam os momentos de ociosidade, sem a responsabilidade de criar e cultivar hábitos e valores, pois estes já existiriam em suas mentes e corações. 
Não haveria necessidade de conviverem com a Promessa e a Lei Escoteira, pois já seria a sua opção natural de conduta, herdada do convívio social, escolar e familiar. Receberíamos e trabalharíamos com crianças quase que perfeitas! Aí sim, o Escotismo seria apenas um simples e sadio divertimento.
Mas, (sempre tem um mas), a realidade é outra...
Convivemos hoje, com novas situações que a vida moderna nos apresenta. Os excessos de alunos em algumas escolas determinam o pouco tempo para ensinar. Muitos casais, ambos trabalham fora, na luta heróica pela sobrevivência. Crianças são educadas pelos avós, já idosos para poder exercer um controle satisfatório sobre seus netos. O salário termina bem antes do mês, produzindo uma lacuna no orçamento familiar. As crianças, muitas vezes, são educadas por empregadas que, por sua vez, estão com os próprios filhos deixados na creche, longe do carinho materno e não raro, até adoentados, na casa de um vizinho. É a transferência pura e simples de carinho e afeição, muitas vezes suprida em parte por pessoas estranhas à família, que procuram auxiliar naquilo que podem. As televisões mostram uma realidade brutal que o jovem, convivendo diariamente com esta imagem, acaba aceitando como natural.
Frente a esta dura realidade, pode o Movimento Escoteiro, (ou qualquer cidadão de bem) se dar ao luxo de ser apenas “um passa-tempo útil”? 
Este quadro faz com que o Escotismo se apresente como uma das mais eficientes opções na área da educação. Fazemos recreacionismo, porém vamos muito além, trabalhando a ludo educação e a sociabilidade em benefício da formação dos jovens.
O Movimento Escoteiro atua procurando minimizar a falta de tempo dos responsáveis diretos, uma situação cada dia mais presente em nossas vidas.
Completamos (e nunca substituímos) a família, a escola e a religião, pois estas, por mais que se esforcem, nem sempre conseguem cumprir em sua plenitude, as responsabilidades inerentes das obrigações que se propuseram.
O Movimento Escoteiro, preocupado com as gerações futuras, aceita a sua parte na responsabilidade de formar bons cidadãos, preocupação esta, que na realidade, cabe a todos os cidadãos de bem.
Por isso, e outras tantas mais, que o Escotismo não é e nem pode ser apenas “um passa-tempo útil”. 
Elmer S. Pessoa – DCIM – maio 2011
55º MORVAN – Santos/SP
46º ALMIRANTE TAMANDARÉ – São Paulo/SP

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Inauguração do GE SoterEcos 177SP

Neste próximo 11/06/11, será o fogo de conselho inaugural na sede da ONG Soter Ecos cl pareça endereço no site www.soterecos.org.br /18:00 hs

quinta-feira, 28 de abril de 2011

GE SOTER ECOS 177/sp

Hoje autorizado novo GE Soter Ecos ! Numeral 177 /Sp. Agradecemos a todos os envolvidos , grupo do 4 distrito Aricanduva SP

segunda-feira, 7 de março de 2011

Os escoteiros participam da Hora do Planeta!

Os escoteiros participam da Hora do Planeta!

Os escoteiros participam da Hora do Planeta! A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

Para participar basta que cada um, em seu quarto, sua casa ou no local onde vive ou trabalha, apague as luzes no dia 26 de março, sábado, das 20h30 às 21h30.

Se cada um fizer sua parte, apagando as luzes, estaremos contribuindo de fato para a construção de um mundo melhor.

No ano passado mais de um bilhão de pessoas em 4616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Em 2011, a mobilização será ainda maior.

Além da participação efetiva, cada um – pessoa, organização, empresa ou mesmo cidade – pode cadastrar-se como participante, assumindo publicamente seu compromisso. Os “Escoteiros do Brasil”, através da União dos Escoteiros do Brasil, já estão participando. Cadastre seu Grupo Escoteiro também! Entre no site http://www.horadoplaneta.org.br/index.php?p=home e veja como é fácil.

A R P 2011

9º FÓRUM REGIONAL DE JOVENS LÍDERES - SÃO PAULO

UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL - REGIÃO DE SÃO PAULO
9º FÓRUM REGIONAL DE JOVENS LÍDERES - SÃO PAULO
 “EXPANDINDO HORIZONTES”
 
CIRCULAR I
O Fórum Regional de Jovens Líderes é uma oportunidade para os jovens de 18 a 26 anos incompletos, sejam eles pioneiros, escotistas e/ou dirigentes, encontrarem amigos, compartilharem idéias e experiências, desenvolverem habilidades de participação nos processos de tomada de decisão da Organização Escoteira identificando formas de melhoria em sua atuação dentro das Unidades Escoteiras Locais (Grupo Escoteiro) e na Comunidade.
Durante o encontro, serão realizadas atividades que visam atingir isso, através de dinâmicas grupais, oficinas, grupos de trabalho e sessões plenárias, debatendo o tema que permeará todo o encontro: “Expandindo Horizontes”. Os participantes participaram de atividades focadas nos três pilares da Rede de Jovens Líderes: Método Escoteiro, Tomada de decisão e Ações Comunitárias, onde serão desenvolvidas idéias para novos projetos.
 
Quando? 26 de Março de 2011.
Onde? Assembléia Regional Escoteira em Santos / SP
Quanto? Escolher um dos pacotes oferecidos pela organização da Assembléia Regional.
 
Para efetivar a sua participação é necessário encaminhar a ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada, juntamente com cópia do comprovante de depósito, para o e-mail eventos.sp@escotismo.org.br, ou fax (11) 3237-1588.
Anexo o Edital e o Anexo da Convocação da Assembléia, em breve mais informações que serão divulgadas pelo escritório regional.
Mais informações pelo e-mail: forumregionaldejovenslideressp@gmail.com
 
CHEGOU A HORA! “EXPANDINDO HORIZONTES”

sábado, 5 de março de 2011

dia do ESCOTEIRO


Dia do Escoteiro

23 de abril
Baden-powell escreveu e ilustrou o primeiro manual do escoteiro, o Escotismo para rapazes.* O símbolo escolhido, a flor-de-lis, já havia sido usado em seu regimento militar, quando lutou na África do Sul, em 1887, e na guerra de 1899. Até 1910, o escotismo era destinado apenas aos rapazes, porém, nessa época, surgiu a organização das bandeirantes, destinada às moças.
O sucesso do escotismo espalhou-se por todo o mundo, atraindo milhares de jovens. As estimativas mais recentes contam cerca de dez milhões de escoteiros , espalhados por mais de cem países. O escotismo chegou ao Brasil em 1910. Em 4/11/1924, foi fundada a União dos Escoteiros do Brasil.
A hierarquia dos escoteiros respeita a faixa etária de seus membros. Os meninos de 7 a 11 anos de idade pertencem à categoria dos lobinhos. Os de 11 a 15 anos tornam-se escoteiros. A partir dos 16 anos, passam a ser seniores, responsáveis pelo ensino e pela guia dos iniciantes.
Ao serem admitidos, todos os escoteiros se comprometem a seguir os regulamentos da organização. Assim, recebem o uniforme e os ensinamentos práticos previstos no manual de Baden-Powell. Além da formação moral e cívica, o escoteiro aprende atividades práticas como: armar acampamentos, orientar-se pela bússola, fazer vários tipos de nós e prestar primeiros socorros.
 Seu lema "Sempre alerta" traduz o

Os Sete Perigos

Os Sete Perigos

Por John Thurman - Tradução José Gomes Cavaco
Publicado no Sempre Alerta! de julho e agosto de 1957(?) , páginas 6 e 7.
Recuperado pelo Chefe Maurício Moutinho Existem sete perigos para o Escotismo, para os quais, me parece, devemos estar alertas e tomar cuidado:
1. Complacência, do tipo de pessoas que pensam: "há cinqüenta anos temos trabalhado assim e temos feito um bom trabalho, portanto continuemos assim". Recordemo-nos que o trabalho para os rapazes de hoje tem que ser feito pelos homens do presente. Estou tão orgulhoso, como qualquer outro Escotista, do nosso passado, mas isso não nos leva a parte alguma. Há, hoje, muito mais a ser feito do que houve em qualquer outra época e o máximo que o passado pode fazer para nós é inspirar-nos para um maior esforço;
2. Centralização. Acampamentos Nacionais, Regionais e Jamborees são muito bons, mas quando muito freqüentes, podem ser desastrosos. Devemos dar ao Escotista a maior oportunidade possível para trabalhar com a sua Tropa e infundir-lhe os bons princípios e não juntar os rapazes em grandes massas para um grande espetáculo. Às vezes existe tal número de atividades organizadas pelo Distrito ou Região que praticamente não resta tempo ao Escotista para trabalhar com as Patrulhas ou Alcatéias;
3. Super administração e não suficiente capacitação. Gostaria de sugerir-lhes dar uma olhadela nos orçamentos e balanços para verificar se aquilo que gasta com papelada e administração está equilibrado com o que se emprega na capacitação técnica. Ambas as coisas são necessárias, porém mantenhamos o equilíbrio.
4. Seriedade Demasiada. O Escotismo é algo sério, contudo, uma das grandes coisas é a alegria de participar dele, isso tanto para os dirigentes como para os rapazes. Em alguns países, há o perigo de se pensar em termos educacionais ou psicológicos e, enquanto fazemos isso, perdemos muito da nossa condição de "amadores". E vocês todos sabem que como amadores somos bons, mas como profissionais somos péssimos. Somos uma parte complementar na vida do rapaz; complementar na escola, dos pais, da igreja, e, mais tarde, do trabalho.
5. Exclusividade, o perigo de pensar que "os chefes devem provir do próprio Movimento". Penso que necessitamos de gente de fora, com diferentes experiências - homens de bem que tenham a faculdade de crítica construtiva e que tragam sangue fresco para o Movimento;
6. Austeridade demasiada. Acho que tendemos a nos fazer demasiado respeitáveis e a nos converter em um movimento para apenas os rapazes bons, em vez de levar o Movimento para os rapazes que dele necessitam. O Escotismo nasceu em 1907 entre meninos pobres e, se economicamente os rapazes melhoraram desde então, por outro lado moral e espiritualmente existem rapazes tão pobres como naquela época, que necessitam do Escotismo.
7. Trabalhar para fazer super escoteiros. Devemos estar conscientes, no que diz respeito a adestramento, de não tratar de começar um curso a partir de onde deixamos o anterior, sem pensar que necessitamos começar e recomeçar sempre pelas bases e os princípios para progredir a partir destes.
Para terminar, recordemo-nos que Baden-Powell, em 1938, proclamava com orgulho e alegria o número de 3 milhões e meio de Escoteiros no mundo. Agora podemos ver um movimento que ultrapassou os 8 milhões, devido justamente à sua simplicidade e ao prazer dos rapazes que tem sido contínuo.
Sem dúvida, Baden-Powell tocou o dedo em algumas das mais formidáveis idéias e práticas que levam os rapazes a segui-las com entusiasmo, e nos métodos, e modo de manejar e guiar os rapazes. É por isso que devemos nos manter o mais possível dentro da simplicidade, da alegria e do entusiasmo que ele inspirou.
Os únicos capazes e possíveis de pôr o Escotismo a perder são os próprios chefes e dirigentes.
Se nos tornarmos arrogantes, complacentes e a nos fazermos passar por demasiado auto-suficientes, então - e apenas com essas coisas - poderemos arruinar o Movimento.
Nota da Redação: O presente artigo é parte de uma palestra pronunciada pelo então Chefe de Campo de Gilwell, quando esteve na Austrália.